Leonardo da Vinci

Uma de minhas maiores inspirações, Leonardo da Vinci tinha uma curiosidade insaciável e enorme capacidade de se surpreender com o mundo cotidiano. E na observação da natureza, buscava responder as questões que sua fértil imaginação formulava.

Já li muito sobre ele, mas essa biografia recente me chamou a atenção pelo fato de ter sido escrita com base em milhares de páginas de seus impressionantes cadernos. O autor, Walter Isaacson – que já foi biógrafo de Einstein e Steve Jobs – traça uma narrativa que acaba revelando facetas inéditas sobre essa mente tão brilhante.

Apesar de estar ainda no início do livro, posso dizer que já tive vários insights.

O fato de ter nascido bastardo o impediu de ser enviado para uma das “escolas de latim” tradicionais, e com exceção de poucas lições de matemática comercial — conhecida como escola de ábaco — Leornardo foi um autodidata. Ele se orgulhava dessa ausência de educação formal, pois isso o transformou num discípulo da experimentação e da experiência.

Em um de seus cadernos, ele diz:

“Estou perfeitamente ciente de que o fato de não ser um homem das letras pode levar certas pessoas presunçosas a acreditarem ter razão ao me criticar, alegando que sou um homem sem instrução. Tolice! (…)

Elas ficam desfilando por aí cheias de pompa, com o o nariz empinado, adornadas não por obra do próprio trabalho, mas dos outros (…)

Elas dirão que, por não ter sido educado pelos livros, eu não sou capaz de expressar de forma adequada o que desejo descrever — mas não sabem que os objetos das minhas investigações requerem experiência, e não palavras de outras pessoas.”

Ainda tenho mais 455 páginas pela frente. E muito a aprender!

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Não vou dizer que nunca li livros de autoajuda, mas em um dado momento da vida percebi que precisava sair desse caminho que tentava, de forma recorrente, me apresentar fórmulas prontas.

A ‘The School of Life’ acabou sendo uma alternativa bem interessante, quando lançou uma série de livros filosóficos que tratam das grandes questões da vida contemporânea, tais como dinheiro, tecnologia, sanidade, desejo de mudar o mundo para melhor.

Esse é um deles. O autor, Roman Krznaric — que já havia me conquistado com sua obra sobre empatia — apareceu com esse livro num momento crucial do aspecto profissional da minha vida.

Buscando inspiração em Leonardo da Vinci, Marie Curie e Anita Roddick, bem como em obras de filósofos, psicólogos, sociólogos e historiadores, o autor explora o tema de forma ampla, profunda e prática.

Em síntese, ele diz que a gratificação no trabalho é composta por três ingredientes: sentido, fluxo e liberdade. E, claro, não traz uma solução ideal que se aplique a todos, mesmo porque ela inexiste.

Citando Herminia Ibarra, uma das importantes pensadoras acadêmicas sobre mudança de carreira, ele diz que nossa cultura de especialização é conflitante com a natureza multifacetada do ser humano:

nossa identidade de trabalho não é um tesouro oculto esperando para ser descoberto nas profundezas do nosso ser — pelo contrário, ela consiste em diversas possibilidades (…) somos diversos eus.”

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