Elementos sociocriativos

 

 

Os #elementos da metodologia sociocriativa me convidam a uma sensibilidade, um jeito de me apreciar vivendo e criando.

Observando através de suas lentes, busco entender um pouco melhor como meu modo de perceber, emocionar, pensar e agir interfere na forma como empreendo e aprendo. Minha complexidade é enorme e talvez não encontre respostas, mas com a simples ação de tentar abro espaço para processos autônomos que tanto me ajudam a iluminar e aceitar minha natureza, quanto levam a metamorfoses profundas.

Ando por caminhos que passam pela reflexão. Quero compreender meu jeito de ser, criar e fazer. Busco dispositivos e oportunidades que me permitam observar além do que acho que já sei a meu respeito. Contemplo meu caminho através de sequências com memórias significativas da minha vida. Olho também para os sonhos e ideais que me chamam para o futuro. Tento enxergar o que há “por entre” e distinguir os padrões que surgem através do tempo. Aprecio minhas nuvens: escolhas, práticas, saberes, criações, realizações, frustrações… Que todo é esse? O que diz de mim?

Olhares de pessoas amigas me ajudam a ver além de minhas convicções, de meus conceitos prontos, mortos.

Em meu percurso, vou transformando minhas descobertas em imagens e narrativas. Minha inspiração, minha intenção, meu conhecer, meus meios e práticas. Desenho, modelo uma espécie de argila conceitual. Um manifesto?

Que alegria quando chego a uma ideia que faz sentido para mim! Ela me posiciona e diferencia em uma rede de potenciais relações colaborativas, e abre um campo de possibilidades para conexões e fluxos. Bricolar essa noção de mim mesmo influencia naturalmente as minhas práticas.

Mas, ao mesmo tempo, quando compartilho meu manifesto com o mundo, vem sempre a sensação de que algo ficou de fora, de que as palavras reduziram e imobilizaram algo que é muito mais rico, vivo. Volto para meus percursos reflexivos e tudo recomeça, numa linda e infinita recursividade.

Os #elementos estão em movimento, em transformação constante, como eu, você e o mundo. São sequenciais e são simultâneos também.

Quando nos lançamos a explorar juntos os #elementos de cada pessoa do nosso grupo, vamos nos reconhecendo, enredando, nos criando como comunidade, tecendo laços, criando vínculos, facilitando a colaboração.

Os #elementos não são partes ou unidades. Não são pedaços de um todo. São, sim, dimensões, aproximações, interdependências, expressões que contém esse todo em si e que somente podem ser compreendidas em relação.

Observando-os, me parecem opostos entre si, opostos criadores, dinergias.

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#Sentido

 

Para ser grande, sê inteiro:

Nada teu exagera ou exclui

Sê todo em cada coisa

Pôe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim, em cada lago a lua inteira brilha,

Porque alta vive.

Álvaro de Campos

O que me inspira?

O que me move, entusiasma?

O que anima meu grupo?

Penso nas diversas camadas da palavra sentido.

Sentido como sensibilidade, percepção das manifestações da natureza, minhas próprias e de outras pessoas. Estímulos da visão, da audição, do tato, do paladar e do olfato. (Ou, como prefere Rudolf Steiner, estímulos dos doze sentidos da experiência do ser humano no mundo.) Estímulos que despertam emoções em mim.

Sentido como significado que eu atribuo a estas emoções e a tudo que observo ao redor. Faz sentir, faz sentido. Meu jeito afetivo de perceber e conceber a realidade.

Sentido como orientação. Por onde significados e sentimentos me levam. Minha deriva na vida, gerada a partir da minha sensibilidade e escolhas.

O que me encanta ou espanta? O que me arrebata?

Sinto as vibrações apaixonantes daquelas práticas que produzem sensação de êxtase e plenitude. Vivo experiências de fluxo. Observo o meu afeto, o que me afeta, mexe comigo, me excita, entusiasma, enternece.

O que cria calor no meu coração? O que me cria? O que me faz criar?

Fogo. Chama interior que me acende e transforma. Incuba minhas sementes. Queima meus excessos. Processa minhas mutações.

Energia criativa. Faíscas internas, desejos que me inquietam e inflamam, chamando, levando, impulsionando, gerando.

 

cloudFOGO

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Há o fogo-centelha que acende as ideias, um pressuposto diário de introspecção sobre o qual a arte se manifesta. Ela diz para onde quer ir e aponta o caminho, o sentido traz na chama da essência o seu nascedouro. A ideia pode vir de qualquer lugar, o fogo é a intuição determinando o que se quer ser. Quando a chama se acende, vai se criando o primeiro movimento, o primeiro pensamento e tudo vai criando forma num espaço vazio.

Fagulhas que habitam o meu interior | Victor Pessoa Bezerra

 

Somos um mar de fogueirinhas (…) Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam: mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.

Eduardo Galeano em O livro dos abraços

 

O fogo é o presente dado à humanidade que permite a ela transformar uma coisa em outra, possibilitando, assim, criatividade. Por um instante, imagine um processo ou um indivíduo ou uma situação social ou organização que estancou, perdeu sua energia criativa, sua motivação, seu senso de direção. Dizemos que tal processo esfriou, teve sua chama apagada.

Allan Kaplan em Artistas do invisível

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#Propósito

 

Imaginar é o princípio da criação.

Nós imaginamos o que desejamos,

queremos o que imaginamos e, finalmente,

criamos aquilo que queremos.

George Bernard Shaw

 

Ando sonhando com o que?

Em que mundo quero viver?

Quem desejo ser?

O que desejo realizar?

A palavra propósito me remete à razão de ser de minhas práticas, plasmada em insights de uma nova vida que eu desejo ver brotar.

Imagens que vou criando com entusiasmo e leveza. Visões que também me criam ao me convidarem a fazer determinadas escolhas.

Intenção de ser melhor. Aspiração. Busca. Vir a ser, ver-me a ser.

Um olhar para dentro e para fora. Um olhar que enxerga uma outra realidade possível e procura compreender como desencadear e sustentar as transformações que levam a ela.

Engendro meu propósito com liberdade criativa. Com abertura para novas relações, novas sinapses. Inspiro o ar fresco das utopias. O oxigênio que alimenta a chama dos meus #sentidos.

Desvendo. Exploro o que ainda não está claro. Esboço. Modelo. Experimento.

Inquieto, conto uma história para que você também possa ver. Escuto carinhosamente as coisas que você me diz, ávido por expansão e comunhão. Fluímos num conversar que entrelaça nossas ideias, desejos e emoções.

Imaginamos juntos. Deixamo-nos envolver pela atmosfera dos sonhos que nos conectam e nos fazem intérpretes e cocriadores do mundo.

A palavra ‘propósito’, em latim, carrega o significado de ‘aquilo que eu coloco adiante’. O que estou buscando. Uma vida com propósito é aquela em que eu entenda as razões pelas quais faço o que faço e pelas quais claramente deixo de fazer o que não faço. Como a sociedade hoje é mais focada no indivíduo, a ideia de propósito está marcada por um conceito que já existiu e voltou com força: o da realização. E a palavra realizar em suas leituras no latim e inglês indica, respectivamente, realizar no sentido de ‘tornar real’, mostrar a mim mesmo o que sou a partir daquilo que faço, e ‘to realise’, na acepção de ‘dar-me conta’. Isso significa a minha consciência.

Mário Sérgio Cortella, em Por que fazemos o que fazemos

 

cloudAR

 

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Para estimular a criação através do elemento ar, começo a andar cantando melodias, a princípio tudo muito abstrato mas no decorrer do processo vou cantando, colhendo e repetindo, repetindo até criar um formato, ficar orgânico, ficar fluido.

Ando cantando melodias | Victor Pessoa Bezerra

 

Sob a superfície, enterrada sob o peso do desgaste dos esforços passados, ou lentamente gestando dentro da escuridão protetora do calor do útero, há uma nova ideia, um novo conceito, uma nova forma, princípio ou possibilidade- uma nova vida. Ela deve emergir através da superfície em direção à luz…

Allan Kaplan em Artistas do invisível

 

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#Aprendizado

Se

Nem

For

Terra

Se

Trans

For

Mar

Paulo Leminski

O que foi transformando em mim com o tempo?

O que aprendi com as mudanças?

O que aprendemos?

O que vou conservando?

Aprecio o fluxo contínuo da água da vida levando meus tecidos mortos.

Aprecio desapegar ou simplesmente esquecer. Deixar passar o que está pronto demais, duro, dado, controlado. Quero desaprender, abandonar velhas fórmulas e estruturas, superar tudo o que me limita a um determinado jeito de ser e de praticar. Quero dissolver as certezas, deixar-me resvalar para fora das zonas de conforto e segurança. Quero deixar para lá, desencanar, perdoar(-me).

Água, substância comum, sangue, cultura, caldo nutritivo. Circula, traz outros humores, ensina novos cursos, me leva em tuas correntes.

Entre poças e redemoinhos, colisões aleatórias, com visões e pensamentos distintos dos meus, criam padrões inteiramente novos e me ensinam a me sentir confortável no desconforto das incertezas. Ao mesmo tempo, meu padrões essenciais permanecem, como a onda que se forma ao lado da rocha, enquanto a água segue seu curso na corredeira incessante de um rio.

Aprendo a me ver sendo eu. Aprendo a observar meu jeito de pensar e agir. Reconheço minha sabedoria ao mesmo tempo em que desconfio dela. Busco acessar minha ignorância e meus preconceitos. Busco conhecer e respeitar minha natureza.

Como em Heráclito“não se pode banhar duas vezes no mesmo rio” – cada novo ciclo nunca é igual ao anterior, pois tanto as pessoas como os contextos terão se transformado, ainda que sutilmente.

O que vou conservando em mim, na deriva desse incessante fluxo das águas, são repertórios vivos. Conhecimento incorporado, tácito, disponível, praticado com leveza e alegria. O que eu faço de mais genial com menor esforço cerebral. Intuição, improvisação, adaptação, contato-improvisação.

 

cloudAGUA

 

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Agora essa melodia vai encontrar seu fluxo, seus caminhos harmônicos a partir dos coloridos que quero construir dessas “transgressões”. Os acordes, em muitos casos, não têm “funções” harmônicas, eles vão formando prismas a partir da melodia. São sensações, intenções, movimentos. Há uma transparência no formato e na multiplicidade de formas que ela pode tomar. A harmonia se aprende da melodia, ou seja, ela acolhe a fluidez nas suas vozes complementares. Tanto do ponto de vista vertical (acordes) ou horizontal (melodias, contrapontos, cadências etc.).

Conteúdo de ganho e eliminação | Victor Pessoa Bezerra

 

Desde os primeiros dias da biologia, filósofos e cientistas têm notado que as formas vivas, de muitas maneiras aparentemente misteriosas, combinam a estabilidade da estrutura com a fluidez da mudança. Como redemoinhos de água, elas dependem de um fluxo constante de matéria através delas; como chamas, transformam os materiais de que se nutrem para manter sua atividade e para crescer; mas, diferentemente dos redemoinhos ou das chamas, as estruturas vivas também se desenvolvem, reproduzem e evoluem.

Fritjof Capra em A teia da vida

 

Quando pensamos em água, pensamos em movimento, fluxo, fluidez. A água é o elemento do processo. Ela vence a rigidez, não através do confronto brutal, mas encontrando o caminho de menor resistência.

Allan Kaplan em Artistas do invisível

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#Método

Sou a fonte original de toda a vida.

Sou o chão que se prende à tua casa.

Sou a telha da coberta de teu lar.

A mina constante de teu poço.

Sou a espiga generosa de teu gado

e certeza tranquila ao teu esforço.

Cora Coralina

Com que práticas e meios realizo?

Como meu processo criativo se materializa?

Como estamos cocriando e construindo?

Vejo o elemento #método como estrutura intelectual que organiza meus pensamentos, guiando-me por um percurso de escolhas e práticas para chegar à realização do #propósito.

Não consigo dissociar essa estrutura intelectual das demais estruturas (corporais, sociais, econômicas, tecnológicas, ambientais…) envolvidas no percurso.

Estrutura é sustento. Elemento terra. Matéria dura, resistente. Algo que se pode manipular, compor, ordenar. Argila que nos permite construir.

Sinto-me potente. Colocar a mão na massa e fazer acontecer.

Preciso me manter vigilante (pois não quero vestir o colar de Harmonia). As estruturas são necessárias, mas não permanentes. Precisam fenecer para gerar vida nova. Estruturas perpétuas são fósseis. Desprovidas de energia criativa, não apenas se desconectam da renovação incessante da vida, como também ameaçam a sua continuidade.

“A natureza é vida e sucessão, desde um centro desconhecido até uma periferia incognoscível”.

As palavras de Goethe me envolvem como um manto. Desejo interferir nos processos da natureza para realizar meu #propósito e viver meu #sentido. Mas o equilíbrio da vida é delicado e complexo. Fruto de uma consciência que não consegue compreender o todo, minha tecnologia é vã.

Meu #método deve me permitir aprender para que eu o transforme.

Desejo lidar com ele como diálogo com a natureza, tentando compreender o que ela me diz e buscando interferir da forma mais sutil possível em sua dinâmica misteriosa.

Quero que meu #método desperte processos criativos em mim. Que me ajude a sustentar as mutações que acontecem em meu interior. E que seja ele próprio expressão de meu jeito de estar e me transformar no mundo.

Busco em meu #método uma qualidade de leitura. Que ele me permita ouvir a diversidade e que não imponha um modo único de enxergar e interpretar os fenômenos. Que abra espaço para eu ir além de meus limites de percepção e de seus próprios.

Busco equilíbrio: que meu #método seja tão rigoroso quanto flexível, tão incisivo quanto acolhedor, que organize, mas, também, abra espaço para as incertezas.

Busco vida: que ele me mantenha em comunhão com o ambiente sagrado: a Mãe Terra que nos alimenta e sustenta, que é generosa e frágil, meu meio, meu corpo.

 

cloudTERRA

 

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Quando a água busca a terra é pra cultivar a semente que já está lá, plantada no campo material. Essa semente vira método, partitura, a melodia pode ganhar letra (ou não). Os acordes são indicados por cifras, como um idioma universal. O som se materializa numa gravação (digital ou analógica). A “terra” dos vinis de outrora é a “nuvem”dos internautas de agora. A missão de captar o “invisível” assume outras formas, outros modelos, mas é como ouvi uma criança dizer: – Para onde vai a música quando ninguém está tocando?

No silêncio das pausas é onde moram os sons | Victor Pessoa Bezerra

 

A terra é dura, resistente. Ela é sólida e formatada; num sentido muito literal, ela é aterrada. As imagens de fundação e de alicerce emergem. Terra é algo com o qual se pode construir, dar forma a conceitos, possibilitar que ideias se manifestem; permitir que o novo nascente torne-se algo substancial, permitir que o processo criativo se materialize em algo que possa ser visto, tocado, produzido, compartilhado com outros que não fizeram parte do processo.

Allan Kaplan em Artistas do invisível

 

Na origem, a palavra “método” significava caminho. Aqui temos de aceitar caminhar sem caminho, fazer o caminho no caminhar. O que dizia Machado: “Caminante no hay camino, se hace camino al andar”. O método só pode formar-se durante a investigação; só pode desprender-se e formular-se depois, no momento em que o termo se torna um novo ponto de partida, desta vez dotado de método. Nietzche sabia-o: “Os métodos vêm no fim” (O Anticristo). O regresso ao começo não é um círculo vicioso se a viagem, como hoje a palavra trip indica, significa experiência, de onde se volta mudado. Então, talvez tenhamos podido aprender a aprender a aprender aprendendo. Então, o círculo terá podido transformar-se numa espiral onde o regresso ao começo é, precisamente, aquilo que afasta do começo. (…)

Edgar Morin em O método 1: a natureza da natureza

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O caminho quadruplo

quadruploLogo no início dos encontros para pesquisa dos elementos sociocriativos, ouvi um provérbio indígena que ficou gravado na minha mente e no meu coração: “O passado está na frente. O futuro está na gente”.

Essa curta frase me levou a fazer várias sinapses que pareciam não ter fim.

Nesse meio tempo, fui um dia à livraria para ver se encontrava algo novo. Um livro de capa vermelho vivo, com um título que sincronizava com o estudo do grupo, me chama a atenção.

Logo no início, leio a apresentação à edição brasileira:

“Você está começando a embarcar em uma viagem para o mundo das “Rodas das Chaves”. Se você tem um pensamento linear, ajuste seu processo de pensar e engaje-se na criativa aventura de pensar em círculos…

As Rodas são uma maneira de recordar, compreender e decodificar conhecimentos que estão assentados como as camadas que se vê nos perfis das montanhas mais antigas de nosso Planeta. Elas nos levam a uma percepção do tempo, de maneira multidirecional, de um dado instante; são como mapas cognitivos e ferramentas que ampliam nossa compreensão.

(…)

O mundo em que vivemos é definido pelos poderes das quatro direções e estabilizado pelos quatro elementos; o estilo de vida, pelas quatro estações, refletido em nossos corações, mente, corpo e alma, seja interna ou externamente, manifestando seus poderes e beleza em todas as nossas relações.

(…)

Hoje, em nosso tempo transcultural, além de todos os “ismos”, no “aqui e agora” que é formado por todos os “nossos ontens” e que será o nosso amanhã; na busca de nosso poder e do reconhecimento de quem somos, de onde viemos, para onde vamos, o que estamos fazendo aqui e como transformar todas as nossas relações equilibradas, corretas, belas e harmoniosas.” – José Duarte Filho

Ainda estou lendo e absorvendo cada ensinamento desse livro. Não, não se trata de livro de autoajuda. A autora, Angeles Arrien, é um dos nomes mais respeitados no universo dos profissionais que estudam culturas indígenas, buscando integrar a essência desses conhecimentos à vida moderna.

Termino essa dica de leitura com um trecho do livro “The labyrinth of solitude”, de Octavio Paz, citado no Apêndice B desta obra:

“O que movimenta o universo é a interação, a atração e repulsão entre diversidades. Pluralidade é vida, uniformidade é morte. Ao suprimir diferenças e peculiaridades, ao eliminar diferentes civilizações e culturas, o progresso enfraquece a vida e favorece a morte. O ideal de uma só civilização para todos implica o culto do progresso e da técnica, que nos empobrece e mutila. Cada visão de mundo que se apaga, cada cultura que desaparece diminui a possibilidade de vida!”

Ver Denise Lagrotta
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livro O caminho quádruplo no Google Books
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