Reinventar o ofício de aprender

Quando comecei a frequentar o Centro de Educação Transdisciplinar, do qual hoje sou membro, sempre ouvia falar da obra da Hèléne Trocmé-Fabre.

Até que um dia ela veio ao Brasil e tive o privilégio de ouvi-la pessoalmente no lançamento desse livro.

É claro que me encantei, e essa obra vem me acompanhando como uma guardiã da sabedoria.

Não consigo sintetizar seu conteúdo. Vou descrever abaixo alguns trechos que acredito possam inspirar um chamado à leitura.

“Consciente da força de resistência das rotinas, das certezas e das referências seculares, privilegiei os métodos de acompanhamento que levam em conta o que emerge do inesperado, do encontro, do questionamento, da alegria de conhecer e do risco compartilhado dos possíveis.

Consciente também que não se pode encarcerar a vida num modelo e que a única coisa que se transmite é o movimento, escolhi dar enfoque a essas potencialidades que precisam ser descobertas, atualizadas e alimentadas de maneira incessante em cada um de nós.

No imenso continente de nossa vida cognitiva, explorei o que converge para o infinito…”

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EUpreendedorismo

Fui convidada há dois anos atrás para participar de uma reunião da Rede Ubuntu.

Nunca tinha ouvido falar nessa rede, e como sou curiosa, resolvi ir conhecer. Era um encontro para apresentação de novos membros, e lá descobri que o seu fundador, Eduardo Seidenthal, havia construído uma carreira na Johnson & Johnson, chegando a estar como Diretor de Marketing da América Latina.

Logo pensei: o que levaria alguém — que atingiu tal “sucesso” no mundo corporativo — a fundar uma rede colaborativa de pessoas e organizações voltadas para o desenvolvimento do EUpreendedorismo? O que seria isso?

No livro que acabara de ser lançado, e que obviamente acabei adquirindo, diz que

“o EUpreendedorismo é um modelo mental, uma forma de pensar e agir, que busca a ampliação da consciência dos indivíduos para que estes possam realizar seus projetos profissionais ou pessoais, construindo o futuro a partir de suas essências. Um processo de aprendizagem e desenvolvimento que busca apoiar indivíduos, equipes e organizações a refletirem sobre seus propósitos, a mapearem caminhos possíveis para realizarem tais propósitos e, finalmente, colocar tais caminhos e projetos em prática.”

E para aterrar o conceito, Eduardo desenvolveu — em cocriação com a própria rede o modelo PURPOSE.

Picture2Ele explica a metáfora da árvore e diz que “o sol representa nosso propósito, isto é, a direção para a qual nossa árvore cresce. As raízes, por sua vez, representam nossos princípios, nossos nutrientes, nossas referências e a partir de onde nos energizamos (…); representamos o tronco como a nossa experiência (…); os galhos são como resultados de nossas experiências: nossos projetos, nossos empreendimentos nas mais variadas dimensões de nossas vidas (profissional, familiar, social, espiritual, etc); os frutos são o que colhemos de todas as nossas experiências, no seu sentido mais amplo.”

 No final do livro ele se questiona:

 “E para que tudo isso então?

 Ubuntu. Eu sou porque você é. Você é porque nós somos. À medida que nos conectarmos organicamente, ganharemos mais e mais força e seremos capazes de dar com os desafios complexos da humanidade.”

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livro As raizes do eupreendedorismo no Google Books
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