Amar e brincar

livro-amar-e-brincar-fundamentos-esquecidos-do-humano-maturana-verden-zoller-palas-athena-capaDescobri Maturana em 2006. Na época, prestava consultoria para a Avon na elaboração da sua política de patrocínios e de desenvolvimento cultural de revendedoras autônomas. O desafio era produzir uma abordagem centrada no feminino, mas não orientada a gênero. Meu ponto de partida foi estudar a dimensão filosófica do feminino e tive a feliz ideia de ir conversar com a professora Lya Diskin na Associação Palas Athena.

Durante a conversa ela me apresentou a noção de cultura matrística – uma situação cultural, oposta à matriarcal e patriarcal, na qual “na qual a mulher tem uma presença mística, que implica a coerência sistêmica acolhedora e liberadora do maternal fora do autoritário e do hierárquico” – e me sugeriu a leitura do livro “Amar e Brincar: fundamentos esquecidos do humano”. Desde aquele momento minha forma de pensar e minhas práticas foram influenciadas pelas idéias do neurobiólogo chileno, um dos principais pensadores da complexidade.

Escrita por Humberto Maturana em parceria com a psicóloga alemã Gerda Verden-Zöller, a obra aborda três grandes temas: a formação da cultura patriarcal européia, a relação entre mãe e filho e um tipo de democracia vivida a partir da biologia do amar.

Considero uma leitura fundamental e recomendo como o início de jornada para quem deseja estudar a dinâmica dos sistemas vivos e a biologia cultural.

Além disso, o livro também é indicado para para mães e pais engajados na educação dos filhos.

“Colaboração não quer dizer obediência; ela ocorre na realização espontânea de comportamentos coerentes de dois ou mais seres vivos. Nessas circunstâncias, a colaboração é um fenômeno puramente biológico quando não implica um acordo prévio. Quando o faz, é um fenômeno humano. Ela surge de um desejo espontâneo, que leva a uma ação que resulta combinada a partir do prazer. Na colaboração não há divisão de trabalho. A emoção implícita na divisão do trabalho é a obediência. Desse modo, a maior parte da história do humano deve ter transcorrido na colaboração dos sexos, não na divisão do trabalho que hoje vivemos em nossa cultura patriarcal, como separação sexual dos afazeres. Em outras palavras, é a emoção, sob a qual fazemos o que fazemos como homens e mulheres, que torna ou não o afazer uma atividade associada ao gênero masculino ou feminino, segundo a separação valorativa própria de nossa cultura patriarcal, que nega a colaboração.”

(…)

“Assim, em nossa cultura patriarcal falamos de lutar contra a pobreza e o abuso, quando queremos corrigir o que chamamos de injustiças sociais; ou de combater a contaminação,quando falamos de limpar o meio ambiente; ou de enfrentar a agressão da natureza, quando nos encontramos diante de um fenômeno natural que constitui para nós um desastre; enfim, vivemos como se todos os nossos atos requeressem o uso da força, e como se cada ocasião para agir fosse um desafio.”

(…)

“Os conflitos da adolescência não são um aspecto próprio da psicologia do crescimento. Eles surgem na criança que enfrenta uma transição, na qual tem de adotar um modo de vida que nega tudo o que ela aprendeu a desejar na relação materno-infantil das relações matrísticas da infância, que corresponde aos fundamentos de sua biologia. Em outras palavras, a rebeldia da adolescência expressa o nojo, a frustração e o asco da criança que tem de aceitar e tornar seu um modo de vida que vê como mentiroso e hipócrita”

 

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De onde vêm as boas ideias

Capa_DeOndeVemAsBoasIdeias_Final2.inddO autor, pensador e articulista Steven Johnson propõe que as inovações não são acontecimentos eventuais criados por mentes prodigiosas, mas que dependem de ambientes humanos férteis para florescer.

(…) “em geral somos mais bem-sucedidos ao conectar ideias do que ao protegê-las. Como o próprio livre mercado, a defesa da restrição do fluxo de inovação foi durante muito tempo reforçada por apelos à ordem “natural” das coisas. Mas a verdade é que, ao examinarmos a inovação na natureza e na cultura, percebemos que ambientes que constroem muros em torno de boas ideias tendem a ser menos inovadores que ambiente mais abertos. Boas ideias podem não querer ser livres, mas querem se conectar e se fundir, se recombinar. Querem se reinventar transpondo fronteiras conceituais. Querem tanto se completar umas às outras quanto competir.”

Ao longo da leitura são desvendados sete padrões fundamentais dos processos de inovação humanos e naturais: o possível adjacente, redes líquidas, intuição lenta, serendipidade, erro, exaltação e plataformas.

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Lévy e a inteligência coletiva

108949O filósofo e sociólogo Pierre Lévy abre janelas para compreender como somos influenciados pela internet e tecnologias digitais.

Não somente usamos as tecnologias que produzimos, nosso desenvolvimento cognitivo e práticas sociais são afetados por elas. O contato com o pensamento de Lévy, me ajudou a observar e compreender melhor o viver acoplado aos recursos tecnológicos conectivos que no dia a dia acompanham e moldam meu trabalho e pensamento: hipertexto, interconexão digital, mecanismos de busca, editores e simuladores gráficos.

No livro A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço”, o autor convida a pensar o impacto das técnicas sobre a sociedade em uma perspectiva antropológica de longa duração, desde o Espaço da Terra, em que nossa identidade e nossos vínculos eram fundados na relação com o cosmos, passando pelos espaços do Território e da mercadoria, até chegar as possibilidades e complexidades de um Espaço do saber, onde somos intelectuais coletivos.

“A dificuldade do Espaço do saber consiste em organizar o organizador, em objetivar o subjetivante. O saber sobre o saber deriva de uma circularidade essencial, originária, inelutável.”

Outras dicas de leituras para o mesmo autor são “As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática”; “As árvores de conhecimentos”; e “Cibercultura”.

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Transgressões convergentes

8575910566Tive o privilégio de presenciar algumas das conversas instigantes e profundas dos autores, os amigos Maria Benites, Bernard Fictner e Wanderlei Geraldi, durante o período de gestação do livro.

Sim, é uma obra sobre educação, mas no sentido mais amplo e profundo da palavra. Sobre um tipo de aprendizagem que expande e liberta.

Segundo os autores, o livro foi elaborado a partir da preocupação constante de “enxergar o verso das questões para nele tecer, com categorias encontradas nos pensamentos de Bakhtin, Vigotski e Bateson, elementos de respostas que sustentem uma prática de relações educativas.”

“Esperamos, com a reunião destes textos, colaborar com a discussão sobre as questões de desenvolvimento, sobre a centralidade da linguagem nos processos de constituição das subjetividades, sobre a importância de ultrapassar os quadros propostos se fazendo acompanhar pelas manifestações artísticas, sobre a imperiosa relação com a alteridade e sobre as disponibilidades que as novas tecnologias estão aportando e que nos provocam pelas práticas que a partir delas estão em construção.

Este é um livro onde louvamos a Transgressão, onde a transgressão e os transgressores são lidos com verdadeira fruição porque somos convidados por eles a transgredir o cânone, a ignorar o mito, a perguntar o simples e, sobretudo, a nos comover com eles (co-mover, mover-nos com). Achamos que talvez seja essa a primeira e última causa do pensar: provocar transgressões, convergir nas margens, voltar e sair com algo parecido a essa liberdade que todos sabem que existe mas que ninguém consegue definir (de-finir, pôr um fim) e que é mais ou menos como a vida.”

Em um dos capitulos do livro os autores abordam a expressão indígena “O passado está na frente e o futuro está na gente”, que me inspira e acompanha desde o momento que a conheci em conversas com Maria Benites. Costumo citá-la em cursos e oficinas ao tratar da relação dinérgica entre os elementos #aprendizado e #sentido.

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Leonardo da Vinci

Uma de minhas maiores inspirações, Leonardo da Vinci tinha uma curiosidade insaciável e enorme capacidade de se surpreender com o mundo cotidiano. E na observação da natureza, buscava responder as questões que sua fértil imaginação formulava.

Já li muito sobre ele, mas essa biografia recente me chamou a atenção pelo fato de ter sido escrita com base em milhares de páginas de seus impressionantes cadernos. O autor, Walter Isaacson – que já foi biógrafo de Einstein e Steve Jobs – traça uma narrativa que acaba revelando facetas inéditas sobre essa mente tão brilhante.

Apesar de estar ainda no início do livro, posso dizer que já tive vários insights.

O fato de ter nascido bastardo o impediu de ser enviado para uma das “escolas de latim” tradicionais, e com exceção de poucas lições de matemática comercial — conhecida como escola de ábaco — Leornardo foi um autodidata. Ele se orgulhava dessa ausência de educação formal, pois isso o transformou num discípulo da experimentação e da experiência.

Em um de seus cadernos, ele diz:

“Estou perfeitamente ciente de que o fato de não ser um homem das letras pode levar certas pessoas presunçosas a acreditarem ter razão ao me criticar, alegando que sou um homem sem instrução. Tolice! (…)

Elas ficam desfilando por aí cheias de pompa, com o o nariz empinado, adornadas não por obra do próprio trabalho, mas dos outros (…)

Elas dirão que, por não ter sido educado pelos livros, eu não sou capaz de expressar de forma adequada o que desejo descrever — mas não sabem que os objetos das minhas investigações requerem experiência, e não palavras de outras pessoas.”

Ainda tenho mais 455 páginas pela frente. E muito a aprender!

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Manifesto da transdisciplinaridade

Quando deixei a advocacia como forma de expressão profissional, fui em busca da expansão de assuntos, temas e experiências que circulassem fora do âmbito do Direito.

Uma das iniciativas que me marcou bastante foi a Formação Holística de Base da Unipaz. Em um dos módulos entrei em contato com a Transdisciplinaridade e fiquei fascinada.

Nas palavras de Basarab Nicolescu,

a transdisciplinaridade como prefixo ‘trans’ diz indica, diz respeito àquilo que está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina. Seu objetivo é a compreensão do mundo presente, para o qual um dos imperativos é a unidade do conhecimento.”

Neste livro, o autor transita entre vários temas e num deles, nomeado de ‘O transcultural e o espelho do Outro’, ele diz:

 “A separação entre ciência e cultura gerou o mito da separação entre Ocidente e Oriente: o Ocidente, depositário da ciência enquanto conhecimento da Natureza, e o Oriente, depositário da sabedoria enquanto conhecimento do ser humano. Esta separação, tanto geográfica como espiritual, é artificial, pois, como tão bem observou Henry Corbin, há Oriente no Ocidente e Ocidente no Oriente. Em cada ser humano estão reunidos, potencialmente, o Oriente da sabedoria e o Ocidente da ciência, O Oriente da afetividade e o Ocidente da efetividade.”

(…)

“As diferentes culturas são as diferentes facetas do Humano. O multicultural permite a interpretação de uma cultura por outra cultura; o intercultural, a fecundação de uma cultura por outra cultura; enquanto que o transcultural assegura a tradução de uma cultura para qualquer outra cultura, pela decodificação do sentido que liga as diferentes culturas, embora as ultrapasse.”

Enfim, uma obra fundamental para aqueles que buscam enxergar a teia complexa da vida, onde tudo e todos são interdependentes.

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Reinventar o ofício de aprender

Quando comecei a frequentar o Centro de Educação Transdisciplinar, do qual hoje sou membro, sempre ouvia falar da obra da Hèléne Trocmé-Fabre.

Até que um dia ela veio ao Brasil e tive o privilégio de ouvi-la pessoalmente no lançamento desse livro.

É claro que me encantei, e essa obra vem me acompanhando como uma guardiã da sabedoria.

Não consigo sintetizar seu conteúdo. Vou descrever abaixo alguns trechos que acredito possam inspirar um chamado à leitura.

“Consciente da força de resistência das rotinas, das certezas e das referências seculares, privilegiei os métodos de acompanhamento que levam em conta o que emerge do inesperado, do encontro, do questionamento, da alegria de conhecer e do risco compartilhado dos possíveis.

Consciente também que não se pode encarcerar a vida num modelo e que a única coisa que se transmite é o movimento, escolhi dar enfoque a essas potencialidades que precisam ser descobertas, atualizadas e alimentadas de maneira incessante em cada um de nós.

No imenso continente de nossa vida cognitiva, explorei o que converge para o infinito…”

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Como encontrar o trabalho da sua vida

Não vou dizer que nunca li livros de autoajuda, mas em um dado momento da vida percebi que precisava sair desse caminho que tentava, de forma recorrente, me apresentar fórmulas prontas.

A ‘The School of Life’ acabou sendo uma alternativa bem interessante, quando lançou uma série de livros filosóficos que tratam das grandes questões da vida contemporânea, tais como dinheiro, tecnologia, sanidade, desejo de mudar o mundo para melhor.

Esse é um deles. O autor, Roman Krznaric — que já havia me conquistado com sua obra sobre empatia — apareceu com esse livro num momento crucial do aspecto profissional da minha vida.

Buscando inspiração em Leonardo da Vinci, Marie Curie e Anita Roddick, bem como em obras de filósofos, psicólogos, sociólogos e historiadores, o autor explora o tema de forma ampla, profunda e prática.

Em síntese, ele diz que a gratificação no trabalho é composta por três ingredientes: sentido, fluxo e liberdade. E, claro, não traz uma solução ideal que se aplique a todos, mesmo porque ela inexiste.

Citando Herminia Ibarra, uma das importantes pensadoras acadêmicas sobre mudança de carreira, ele diz que nossa cultura de especialização é conflitante com a natureza multifacetada do ser humano:

nossa identidade de trabalho não é um tesouro oculto esperando para ser descoberto nas profundezas do nosso ser — pelo contrário, ela consiste em diversas possibilidades (…) somos diversos eus.”

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EUpreendedorismo

Fui convidada há dois anos atrás para participar de uma reunião da Rede Ubuntu.

Nunca tinha ouvido falar nessa rede, e como sou curiosa, resolvi ir conhecer. Era um encontro para apresentação de novos membros, e lá descobri que o seu fundador, Eduardo Seidenthal, havia construído uma carreira na Johnson & Johnson, chegando a estar como Diretor de Marketing da América Latina.

Logo pensei: o que levaria alguém — que atingiu tal “sucesso” no mundo corporativo — a fundar uma rede colaborativa de pessoas e organizações voltadas para o desenvolvimento do EUpreendedorismo? O que seria isso?

No livro que acabara de ser lançado, e que obviamente acabei adquirindo, diz que

“o EUpreendedorismo é um modelo mental, uma forma de pensar e agir, que busca a ampliação da consciência dos indivíduos para que estes possam realizar seus projetos profissionais ou pessoais, construindo o futuro a partir de suas essências. Um processo de aprendizagem e desenvolvimento que busca apoiar indivíduos, equipes e organizações a refletirem sobre seus propósitos, a mapearem caminhos possíveis para realizarem tais propósitos e, finalmente, colocar tais caminhos e projetos em prática.”

E para aterrar o conceito, Eduardo desenvolveu — em cocriação com a própria rede o modelo PURPOSE.

Picture2Ele explica a metáfora da árvore e diz que “o sol representa nosso propósito, isto é, a direção para a qual nossa árvore cresce. As raízes, por sua vez, representam nossos princípios, nossos nutrientes, nossas referências e a partir de onde nos energizamos (…); representamos o tronco como a nossa experiência (…); os galhos são como resultados de nossas experiências: nossos projetos, nossos empreendimentos nas mais variadas dimensões de nossas vidas (profissional, familiar, social, espiritual, etc); os frutos são o que colhemos de todas as nossas experiências, no seu sentido mais amplo.”

 No final do livro ele se questiona:

 “E para que tudo isso então?

 Ubuntu. Eu sou porque você é. Você é porque nós somos. À medida que nos conectarmos organicamente, ganharemos mais e mais força e seremos capazes de dar com os desafios complexos da humanidade.”

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Vida criativa sem medo

Fui atraída para esse livro logo que soube de seu lançamento. As palavras “magia”, “criativa” e “medo”, estampadas numa capa multicolorida e tendo como autora uma pessoa que admiro muito, apresentavam-se como um convite irrecusável.

É difícil fazer uma rápida síntese dessa obra, mas vou trazer um pequeno trecho que acredito possa também te convidar à leitura:

“O que é viver criativamente?

Esta, acredito, é a pergunta central da qual depende toda a vida criativa: Você tem coragem de trazer à tona os tesouros que estão escondidos dentro de você?

Olhe, não sei o que está escondido dentro de você. Não tenho como saber. Talvez você mesmo mal saiba, embora eu suspeite que tenha tido vislumbres. Não conheço suas capacidades, suas aspirações, seus desejos, seus talentos secretos. Mas há certamente algo maravilhoso guardado dentro de você. Digo isso com total confiança, pois acredito que somos todos repositórios ambulantes de tesouros escondidos.

(…)

A caça para encontrar esse tesouro: isso é viver criativamente.

A coragem, para início de conversa, de se lançar nessa caça: isso é o que separa uma existência mundana de uma existência mais mágica.

Os resultados dessa caça, muitas vezes surpreendentes: é isso que chamo de Grande Magia.

(…)

Quando falo aqui de ‘viver criativamente’, entenda que não estou necessariamente falando de buscar uma vida que seja dedicada profissional ou exclusivamente às artes. (…) Não; quando falo de ‘viver criativamente’, estou falando de maneira mais ampla. Estou falando de viver uma vida mais motivada pela curiosidade do que pelo medo.”

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