Leandro Oliva

Sou um sonhador, um inquieto, um artista, um educador, um provocador, um plantador que busca semear e cultivar poesia, beleza e qualidade. O que me move é o outro, o pulso de vida que há em cada um e a potência de transformação que o coletivo apresenta.

Sou especialista em Arte na Educação pela Universidade de São Paulo e graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie. Estudei Pedagogia Social na PUC, gestão de organizações do Terceiro Setor na Fundação Getúlio Vargas, organização de eventos no SENAC. Em artes, além do curso técnico de ator do Teatro Escola Célia Helena, estudei dança, sapateado,  fotografia e um pouco de música. Ivaldo Bertazzo, Antônio Nóbrega, Rosane Almeida, Kika Sampaio e Jaime Arôxa foram alguns de meus mestres.

De 1998 a 2009, além de trabalhar como ator, produtor executivo e assistente de direção, atuei como arte-educador na Fundação Gol de Letra, Teatro Célia Helena, Casa do Teatro, Instituto Laramara e outras escolas, projetos sociais, instituições e faculdades. De 2007 a 2013 coordenei o programa social de uma multinacional que me convidou a abrir uma Organização Social. Após conhecer organizações que atuam com arte em diferentes regiões do Brasil, decidi criar um projeto que só existe em rede, em parceria com escolas públicas, organizações sociais, comunidades e empresas – o Projeto Palco.

Como pesquisador, meu foco está voltado para a formação de educadores de Arte relacionada às narrativas de vida.

 

 

O Projeto PALCO

Projeto para Arte, Lazer, Cultura e Orientação – um projeto social que promove e amplia o acesso à arte, os horizontes de vida, as possibilidades de escolhas, oportunidades e perspectiva de futuro de crianças, jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social. Oferece aulas semanais de música, teatro, dança e artes visuais em escolas públicas, organizações sociais, associações de bairro e comunidades de diferentes regiões da cidade de São Paulo. Promove passeios culturais, saídas pedagógicas, encontros com famílias, mostras culturais, fomento à criação e desenvolvimento de coletivos culturais, ações de formação de público e integração e troca entre comunidades. Tudo isso em diálogo com a potência do ambiente em que a pessoa vive. Resiliência, amizade, respeito, transparência e cidadania são os pilares do projeto.

O Projeto Palco não tem muros, constrói pontes. Existe para somar, para fortalecer o ensino e as experiências com arte nos mais diversos contextos e ambientes. O projeto parte de um diagnóstico local com as comunidades, a partir do qual são verificadas suas especificidades, potências do território, oportunidades, parceiros, colaboradores, possíveis ameaças, necessidades e pontos a melhorar. Diante deste panorama são desenvolvidas estratégias de ação que estimulem a autonomia, a proatividade, a resiliência, o desenvolvimento individual e comunitário em diferentes e complementares camadas. As estratégias são elaboradas a partir de três eixos do indivíduo: “eu interno” (valores, princípios e atitudes) – foco das aulas semanais -, “eu externo” (relação com o outro e, sobretudo, com as famílias) – foco dos eventos, encontros, reuniões e fóruns e, “eu no mundo” (atuação e pertencimento à cidade como um todo de forma cidadã) – foco no desenvolvimento de coletivos culturais, proposições e intervenções artísticas, intercâmbio cultural dentro e fora do território, apropriação da cidade como um todo, atividades que ampliam e aprofundam experiências urbanas e culturais. A implementação do plano de ação ocorre, sobretudo, com apoio, parceria e participação de agentes e instituições públicas, privadas, e/ou organizações sociais de diferentes localidades. Além disso, há seleção, treinamento e formação continuada de equipe operacional, formada por arte-educadores, jovens educadores em formação e colaboradores pontuais.

Visitar site do Projeto Palco

 

Meus elementos

 

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#Elementos sociocriativos 
Elementos #sentido #propósito #aprendizado #método 

Sobre o almanaque 
Como ler? 
Inteligência sociocriativa

Foto arquivo pessoal

#Sentido, chama que me move

Leandro Oliva

 

Viver em função do que? O que nos faz seguir em frente? Que força é essa que nos tira do estado de inércia? O que nos mobiliza internamente? Por que fazemos o que fazemos? Como ocorrem nossas escolhas? E tantas e tantas questões parecem nascer de uma essência, do singular, do íntimo, da brasa de uma fogueira que cresce e diminui, mas que está sempre presente. Fogo que aquece, que transforma, que sustenta, que queima sem cessar tornando as cinzas alimento do que está sempre por vir.

Como um coração que pulsa, irriga e é irrigado, em termos físicos, vejo o sentido pulsante, latente, fervoroso. Não vejo, sinto. Está nas infinitas camadas, da epiderme às vísceras,  sobretudo entre as camadas, razão e emoção; está no vivido, na memória, no passado, no presente. Repleto de padrões que se estabelecem em relação, não estagnado, sem fixação, sempre em pulso, em vibração. E se soma. E se transforma. E sempre nos constitui. Faz o olho brilhar, o ouvido aguçar, a boca salivar, a pele suar, a mente construir, a mão agir.

Quando tudo parece sem lógica, sem narrativa, sem sentido, literalmente falando, camadas e mais camadas trazem padrões à tona que como um sol no horizonte emite raios que iluminam as ondas em movimento. E assim tudo segue. Tudo se move.

O primeiro acorde de uma música, o primeiro tempero de um prato, o terceiro sinal antes do ator entrar em cena, o primeiro impulso antes do beijo. Quantos pulsos, impulsos, rompantes que vivemos movidos por nosso sentido, pela chama que muda de cor, mas não de intensidade.