Denise Lagrotta

Se tivesse que falar sobre a minha bio há algum tempo atrás, me restringiria a relatar toda a minha experiência de 20 anos como advogada em diversas áreas e escritórios.

Hoje a resposta é mais complexa. Quando deixei o Direito como forma de expressão profissional, não tinha a menor ideia do que fazer dali para frente. O vazio ocupava um espaço imenso.

Mas foi nesse vazio que uma força vital emergiu.

Uma vez que aquela conhecida e confortável forma de percurso não fazia mais sentido, resolvi usar minha curiosidade como bússola para reinventar caminhos. Fui ao encontro de tudo que me parecia interessante. Livrarias eram meu segundo lar e terapias diversas me davam suporte. Fiz cursos de teatro e paisagismo, estudei Administração de Organizações do Terceiro Setor, mergulhei no campo das Ciências Noéticas, cursei a Formação Holística de Base na Unipaz, me capacitei como mediadora de conflitos. E uma diversidade de workshops, palestras e cursos.

Nesse caminho percebi que tinha uma capacidade de fazer links e conexões entre pessoas e assuntos completamente distintos entre si. Tudo o que me instiga e me causa estranheza é motivação para fazer pesquisas e práticas mais aprofundadas, com a finalidade de abrir fendas para novas direções e compartilhar o conhecimento adquirido.

Uma inquietação me acompanha desde cedo: a imposição de regras e limites. Muitas vezes me anestesiei com a realidade que achava imposta, mas em outras tantas consegui ter coragem de romper com certezas que pensava serem absolutas. Anais Nin disse que “a vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo”.

Para mim, a curiosidade é o que determina essa proporção. Ela é a bússola que me leva a reintegrar fragmentos e perceber que existe métrica na melodia, matemática nas vibrações, poesia nas cifras. No caminho de retomada do protagonismo da minha vida, redescobri talentos que se mesclam numa alquimia criativa, me possibilitando surfar na onda da incerteza e explorar o aleatório.

Meu propósito hoje é intervir para que o mundo se perceba como uma rede neural interconectada, no qual as pessoas se sintam menos adormecidas e mais vivas, onde a estética, o encantamento, a alegria, a leveza e a imaginação sejam tonalidades marcantes.

Faz parte do meu cotidiano o mergulho em pesquisas e ida a campo para conhecer novas pessoas e ideias. Acredito que o contato com contextos diversos me permite colocar tudo em diálogo e elaborar sínteses com coerência. Adoro estar em ambientes onde circulem pessoas e ideias que me tirem da cilada do óbvio. Maior ainda é a necessidade de integrar meus talentos e habilidades a projetos que tenham um propósito verdadeiramente inovador. Minha curiosidade não se limita a estudos, mas também inclui a busca constante por vivências que estimulem a imaginação e o pleno potencial sensorial, que me possibilitem conectar o invisível ao visível, reformular questões, construir respostas e integrar novos conhecimentos.

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Leonardo da Vinci

Uma de minhas maiores inspirações, Leonardo da Vinci tinha uma curiosidade insaciável e enorme capacidade de se surpreender com o mundo cotidiano. E na observação da natureza, buscava responder as questões que sua fértil imaginação formulava.

Já li muito sobre ele, mas essa biografia recente me chamou a atenção pelo fato de ter sido escrita com base em milhares de páginas de seus impressionantes cadernos. O autor, Walter Isaacson – que já foi biógrafo de Einstein e Steve Jobs – traça uma narrativa que acaba revelando facetas inéditas sobre essa mente tão brilhante.

Apesar de estar ainda no início do livro, posso dizer que já tive vários insights.

O fato de ter nascido bastardo o impediu de ser enviado para uma das “escolas de latim” tradicionais, e com exceção de poucas lições de matemática comercial — conhecida como escola de ábaco — Leornardo foi um autodidata. Ele se orgulhava dessa ausência de educação formal, pois isso o transformou num discípulo da experimentação e da experiência.

Em um de seus cadernos, ele diz:

“Estou perfeitamente ciente de que o fato de não ser um homem das letras pode levar certas pessoas presunçosas a acreditarem ter razão ao me criticar, alegando que sou um homem sem instrução. Tolice! (…)

Elas ficam desfilando por aí cheias de pompa, com o o nariz empinado, adornadas não por obra do próprio trabalho, mas dos outros (…)

Elas dirão que, por não ter sido educado pelos livros, eu não sou capaz de expressar de forma adequada o que desejo descrever — mas não sabem que os objetos das minhas investigações requerem experiência, e não palavras de outras pessoas.”

Ainda tenho mais 455 páginas pela frente. E muito a aprender!

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Manifesto da transdisciplinaridade

Quando deixei a advocacia como forma de expressão profissional, fui em busca da expansão de assuntos, temas e experiências que circulassem fora do âmbito do Direito.

Uma das iniciativas que me marcou bastante foi a Formação Holística de Base da Unipaz. Em um dos módulos entrei em contato com a Transdisciplinaridade e fiquei fascinada.

Nas palavras de Basarab Nicolescu,

a transdisciplinaridade como prefixo ‘trans’ diz indica, diz respeito àquilo que está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina. Seu objetivo é a compreensão do mundo presente, para o qual um dos imperativos é a unidade do conhecimento.”

Neste livro, o autor transita entre vários temas e num deles, nomeado de ‘O transcultural e o espelho do Outro’, ele diz:

 “A separação entre ciência e cultura gerou o mito da separação entre Ocidente e Oriente: o Ocidente, depositário da ciência enquanto conhecimento da Natureza, e o Oriente, depositário da sabedoria enquanto conhecimento do ser humano. Esta separação, tanto geográfica como espiritual, é artificial, pois, como tão bem observou Henry Corbin, há Oriente no Ocidente e Ocidente no Oriente. Em cada ser humano estão reunidos, potencialmente, o Oriente da sabedoria e o Ocidente da ciência, O Oriente da afetividade e o Ocidente da efetividade.”

(…)

“As diferentes culturas são as diferentes facetas do Humano. O multicultural permite a interpretação de uma cultura por outra cultura; o intercultural, a fecundação de uma cultura por outra cultura; enquanto que o transcultural assegura a tradução de uma cultura para qualquer outra cultura, pela decodificação do sentido que liga as diferentes culturas, embora as ultrapasse.”

Enfim, uma obra fundamental para aqueles que buscam enxergar a teia complexa da vida, onde tudo e todos são interdependentes.

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Reinventar o ofício de aprender

Quando comecei a frequentar o Centro de Educação Transdisciplinar, do qual hoje sou membro, sempre ouvia falar da obra da Hèléne Trocmé-Fabre.

Até que um dia ela veio ao Brasil e tive o privilégio de ouvi-la pessoalmente no lançamento desse livro.

É claro que me encantei, e essa obra vem me acompanhando como uma guardiã da sabedoria.

Não consigo sintetizar seu conteúdo. Vou descrever abaixo alguns trechos que acredito possam inspirar um chamado à leitura.

“Consciente da força de resistência das rotinas, das certezas e das referências seculares, privilegiei os métodos de acompanhamento que levam em conta o que emerge do inesperado, do encontro, do questionamento, da alegria de conhecer e do risco compartilhado dos possíveis.

Consciente também que não se pode encarcerar a vida num modelo e que a única coisa que se transmite é o movimento, escolhi dar enfoque a essas potencialidades que precisam ser descobertas, atualizadas e alimentadas de maneira incessante em cada um de nós.

No imenso continente de nossa vida cognitiva, explorei o que converge para o infinito…”

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Como encontrar o trabalho da sua vida

Não vou dizer que nunca li livros de autoajuda, mas em um dado momento da vida percebi que precisava sair desse caminho que tentava, de forma recorrente, me apresentar fórmulas prontas.

A ‘The School of Life’ acabou sendo uma alternativa bem interessante, quando lançou uma série de livros filosóficos que tratam das grandes questões da vida contemporânea, tais como dinheiro, tecnologia, sanidade, desejo de mudar o mundo para melhor.

Esse é um deles. O autor, Roman Krznaric — que já havia me conquistado com sua obra sobre empatia — apareceu com esse livro num momento crucial do aspecto profissional da minha vida.

Buscando inspiração em Leonardo da Vinci, Marie Curie e Anita Roddick, bem como em obras de filósofos, psicólogos, sociólogos e historiadores, o autor explora o tema de forma ampla, profunda e prática.

Em síntese, ele diz que a gratificação no trabalho é composta por três ingredientes: sentido, fluxo e liberdade. E, claro, não traz uma solução ideal que se aplique a todos, mesmo porque ela inexiste.

Citando Herminia Ibarra, uma das importantes pensadoras acadêmicas sobre mudança de carreira, ele diz que nossa cultura de especialização é conflitante com a natureza multifacetada do ser humano:

nossa identidade de trabalho não é um tesouro oculto esperando para ser descoberto nas profundezas do nosso ser — pelo contrário, ela consiste em diversas possibilidades (…) somos diversos eus.”

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EUpreendedorismo

Fui convidada há dois anos atrás para participar de uma reunião da Rede Ubuntu.

Nunca tinha ouvido falar nessa rede, e como sou curiosa, resolvi ir conhecer. Era um encontro para apresentação de novos membros, e lá descobri que o seu fundador, Eduardo Seidenthal, havia construído uma carreira na Johnson & Johnson, chegando a estar como Diretor de Marketing da América Latina.

Logo pensei: o que levaria alguém — que atingiu tal “sucesso” no mundo corporativo — a fundar uma rede colaborativa de pessoas e organizações voltadas para o desenvolvimento do EUpreendedorismo? O que seria isso?

No livro que acabara de ser lançado, e que obviamente acabei adquirindo, diz que

“o EUpreendedorismo é um modelo mental, uma forma de pensar e agir, que busca a ampliação da consciência dos indivíduos para que estes possam realizar seus projetos profissionais ou pessoais, construindo o futuro a partir de suas essências. Um processo de aprendizagem e desenvolvimento que busca apoiar indivíduos, equipes e organizações a refletirem sobre seus propósitos, a mapearem caminhos possíveis para realizarem tais propósitos e, finalmente, colocar tais caminhos e projetos em prática.”

E para aterrar o conceito, Eduardo desenvolveu — em cocriação com a própria rede o modelo PURPOSE.

Picture2Ele explica a metáfora da árvore e diz que “o sol representa nosso propósito, isto é, a direção para a qual nossa árvore cresce. As raízes, por sua vez, representam nossos princípios, nossos nutrientes, nossas referências e a partir de onde nos energizamos (…); representamos o tronco como a nossa experiência (…); os galhos são como resultados de nossas experiências: nossos projetos, nossos empreendimentos nas mais variadas dimensões de nossas vidas (profissional, familiar, social, espiritual, etc); os frutos são o que colhemos de todas as nossas experiências, no seu sentido mais amplo.”

 No final do livro ele se questiona:

 “E para que tudo isso então?

 Ubuntu. Eu sou porque você é. Você é porque nós somos. À medida que nos conectarmos organicamente, ganharemos mais e mais força e seremos capazes de dar com os desafios complexos da humanidade.”

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Vida criativa sem medo

Fui atraída para esse livro logo que soube de seu lançamento. As palavras “magia”, “criativa” e “medo”, estampadas numa capa multicolorida e tendo como autora uma pessoa que admiro muito, apresentavam-se como um convite irrecusável.

É difícil fazer uma rápida síntese dessa obra, mas vou trazer um pequeno trecho que acredito possa também te convidar à leitura:

“O que é viver criativamente?

Esta, acredito, é a pergunta central da qual depende toda a vida criativa: Você tem coragem de trazer à tona os tesouros que estão escondidos dentro de você?

Olhe, não sei o que está escondido dentro de você. Não tenho como saber. Talvez você mesmo mal saiba, embora eu suspeite que tenha tido vislumbres. Não conheço suas capacidades, suas aspirações, seus desejos, seus talentos secretos. Mas há certamente algo maravilhoso guardado dentro de você. Digo isso com total confiança, pois acredito que somos todos repositórios ambulantes de tesouros escondidos.

(…)

A caça para encontrar esse tesouro: isso é viver criativamente.

A coragem, para início de conversa, de se lançar nessa caça: isso é o que separa uma existência mundana de uma existência mais mágica.

Os resultados dessa caça, muitas vezes surpreendentes: é isso que chamo de Grande Magia.

(…)

Quando falo aqui de ‘viver criativamente’, entenda que não estou necessariamente falando de buscar uma vida que seja dedicada profissional ou exclusivamente às artes. (…) Não; quando falo de ‘viver criativamente’, estou falando de maneira mais ampla. Estou falando de viver uma vida mais motivada pela curiosidade do que pelo medo.”

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O segredo judaico da resolução de problemas

Apesar do título, não se trata de uma obra de natureza religiosa. Longe disso.

Toda vez que vou viajar, sempre levo um livro (às vezes, dois, três…). Se for de avião e não estiver atrasada, é claro que passo antes numa livraria…

Numa de minhas viagens, já saindo da livraria sem ter encontrado nada que me interessasse, vejo esse livro fininho numa prateleira próxima ao caixa. Só tinha um exemplar. Não consegui sair sem dar uma olhada. E embarquei com ele na bolsa.

Foi uma grata surpresa!

Desde pequena tenho fascinação por tudo que é oculto, bem como uma grande inquietação com imposição de regras. E logo na “orelha” do livro, encontrei a seguinte descrição:

“Na tradição judaica, em que a pergunta é tão importante quanto a resposta, pensar é preciso: as reviravoltas da realidade dependem do raciocínio e da percepção acurada, não apenas de fé. Por intermédio de dezenas de parábolas, Nilton Bonder rejeita aqui as obviedades e as soluções prontas, estimulando a interpretação constante dos fatos e a possibilidade de ver o outro lado das situações.  Conforme a herança da mística ancestral, que contempla o divino e o humano, o rabino indica como transitar pelas quatro camadas da realidade: o aparente do aparente (problema literal), o oculto do aparente (problema metafórico), o aparente do oculto (problema alusivo) e o oculto do oculto (problema secreto).”

Apesar de ser um livro com apenas 134 páginas, sua leitura é complexa e de difícil síntese. Assim, termino essa dica com um trecho que me marcou muito:

“O ato de recontextualizar é uma forma subversiva de tratar a realidade. É em geral uma sublevação contra a unanimidade ou o consenso. Dizia Walter Lippman: ‘Quando todos pensam igual, ninguém está pensando.’ O reframing (…) reconhece que as ‘verdades’ podem ser impostoras e que os processos de pensamento são fraudulentos e facilmente corruptíveis, existindo uma dimensão emocional e afetiva e não meramente intelectual no ato de pensar.”

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O caminho quadruplo

quadruploLogo no início dos encontros para pesquisa dos elementos sociocriativos, ouvi um provérbio indígena que ficou gravado na minha mente e no meu coração: “O passado está na frente. O futuro está na gente”.

Essa curta frase me levou a fazer várias sinapses que pareciam não ter fim.

Nesse meio tempo, fui um dia à livraria para ver se encontrava algo novo. Um livro de capa vermelho vivo, com um título que sincronizava com o estudo do grupo, me chama a atenção.

Logo no início, leio a apresentação à edição brasileira:

“Você está começando a embarcar em uma viagem para o mundo das “Rodas das Chaves”. Se você tem um pensamento linear, ajuste seu processo de pensar e engaje-se na criativa aventura de pensar em círculos…

As Rodas são uma maneira de recordar, compreender e decodificar conhecimentos que estão assentados como as camadas que se vê nos perfis das montanhas mais antigas de nosso Planeta. Elas nos levam a uma percepção do tempo, de maneira multidirecional, de um dado instante; são como mapas cognitivos e ferramentas que ampliam nossa compreensão.

(…)

O mundo em que vivemos é definido pelos poderes das quatro direções e estabilizado pelos quatro elementos; o estilo de vida, pelas quatro estações, refletido em nossos corações, mente, corpo e alma, seja interna ou externamente, manifestando seus poderes e beleza em todas as nossas relações.

(…)

Hoje, em nosso tempo transcultural, além de todos os “ismos”, no “aqui e agora” que é formado por todos os “nossos ontens” e que será o nosso amanhã; na busca de nosso poder e do reconhecimento de quem somos, de onde viemos, para onde vamos, o que estamos fazendo aqui e como transformar todas as nossas relações equilibradas, corretas, belas e harmoniosas.” – José Duarte Filho

Ainda estou lendo e absorvendo cada ensinamento desse livro. Não, não se trata de livro de autoajuda. A autora, Angeles Arrien, é um dos nomes mais respeitados no universo dos profissionais que estudam culturas indígenas, buscando integrar a essência desses conhecimentos à vida moderna.

Termino essa dica de leitura com um trecho do livro “The labyrinth of solitude”, de Octavio Paz, citado no Apêndice B desta obra:

“O que movimenta o universo é a interação, a atração e repulsão entre diversidades. Pluralidade é vida, uniformidade é morte. Ao suprimir diferenças e peculiaridades, ao eliminar diferentes civilizações e culturas, o progresso enfraquece a vida e favorece a morte. O ideal de uma só civilização para todos implica o culto do progresso e da técnica, que nos empobrece e mutila. Cada visão de mundo que se apaga, cada cultura que desaparece diminui a possibilidade de vida!”

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Um pulsar que dança eternamente

81197a_57c1784cf2174070b5d5e4d41377f00c~mv2Começo com sentido para terminar em propósito.

Do “in” para o “out”. Da parte para o todo. Da impressão para a expressão. Do individual para o coletivo. Do sonho para a experiência. Do ego para o eco. Da pergunta para a resposta. Do fechado para o aberto. Da imaginação para a realidade. Da informação para a formação. Da contração para a expansão. Da investigação para a ação. Do criativo para o sociocriativo.
Tudo começa e termina. Tudo termina e começa.

Entre um e outro há um pulsar que dança eternamente.

“Se as portas da percepção fossem limpas, tudo pareceria ao homem como é: infinito” William Blake, em sua obra ‘As portas da percepção’, 1790